03/06/16: SINDASP participa Evento Comemorativo 80 Anos do Serviço Social
Data: 01-08-2016

 

A comemoração do Dia da/o Assistente Social em Curitiba, realizada pelo CRESS-PR na última sexta-feira (03), foi marcada por momentos de reencontros, homenagens e debate sobre a conjuntura política e as perspectivas para o Serviço Social no país, no ano em que a profissão completa 80 anos.

Logo na mesa de abertura a tônica das reflexões foi os desafios para a formação e o exercício profissional das/dos Assistentes Sociais diante de uma conjuntura que aponta para retrocessos nos direitos.

A mesa foi composta por Antonio da Silva Junior (CRESS-PR), Esther de Souza Lemos (CFESS), Denise Maria Fank de Almeida (ABEPSS), Kristiane Plaisant Marcon (Sindasp), Terésio Bertoja de Freitas (Enesso) e Eduardo Guedes (Enesso).

Homenagem

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A Assistente Social Eliane Nazareth Oliveira faleceu no dia 9 de abril do ano passado, aos 67 anos, mas deixou um legado de luta para as/os Assistentes Sociais. As recordações sobre a trajetória de Nazareth emocionaram todas as pessoas presentes no encontro.

A filha de Eliane, Tayná, estava presente no evento e falou sobre o grande exemplo deixado por sua mãe. “Minha mãe era assistente social, das mais competentes do mundo”, escreveu Tayná numa mensagem que foi lida durante a homenagem.

Memórias e Resistências

Foi no Serviço Social que Maria de Fátima de Azevedo Ferreira, nascida no ano de 1943 em Garanhuns, no Pernambuco, pôde se engajar e aprender tudo o que hoje ela pode transmitir. A Assistente Social foi homenageada durante o encontro e contou sua história de luta e resistência, especialmente durante o período do regime militar. “Em 1964 aconteceu o primeiro golpe que eu vivi”, afirma, ressaltando que o país está passando por um novo golpe. “Não esperava na minha idade assistir a um novo golpe. E não me venham dizer que não foi golpe!”, enfatiza.

Maria de Fátima conta orgulhosa que foi aluna do educador Paulo Freire e o quanto aprendeu com esta experiência e com sua atuação na educação popular. Sua trajetória de luta fez com que chegasse a presidir o Conselho Federal de Serviço Social, em 1986, e o Conselho Nacional de Seguridade Social. “Tudo o que eu fiz só vai valer se outras pessoas continuarem na luta”, diz Maria de Fátima, chamando a categoria para seguir na luta intransigente pelos direitos humanos.

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